sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Futebol Feminino no Brasil: tensões históricas.






Resumo do texto: Futebol é “coisa para macho”? Pequeno esboço para uma história das mulheres no país do futebol.
Autor: Fábio Franzini

O autor, Fábio Franzini, graduou-se em história pela USP. Ainda pela USP titulou-se mestre e doutor em história social. Atua como professor no departamento de História da Unifesp. Quanto à pesquisa, sua linha de atuação compreende a teoria da história, a historiografia brasileira, história das ideias e a história do livro. É membro de vários grupos de pesquisa, dentre eles o SPORT e o LUDENS cuja direção é o estudo do contexto histórico das modalidades esportivas.

No artigo em tela, o autor discute as relações de gênero em torno do principal esporte desenvolvido em nosso país, que é o futebol. Discute a inserção da mulher no ambiente futebolístico, enfatizando as leituras realizadas sobre a presença do sexo feminino dentro e fora do campo de jogo durante o recorte da primeira metade do século XX.

Evidencia a importância do futebol como elemento da formação de identidade nacional, sendo um espaço onde os valores sociais e culturais irão dialogar dentro de uma lógica excludente em relação à prática feminina do desporto, seguindo o critério de que o lugar social da mulher é subjacente ao do homem, no lar, cuidando da casa, enquanto o gênero masculino se ocupa da construção do país.

Desta forma, a modalidade feminina nunca conseguiu sua afirmação dentro do país, embora tenha ocorrido inúmeras tentativas desde a partida apontada como marco inicial do futebol feminino no Brasil, que ocorreu em 1940, numa preliminar entre São Paulo e Flamengo.

A questão chegou a ser tratada como de proteção à saúde da mulher e sua capacidade reprodutiva, como forma de escamotear o machismo embutido nas manifestações contrárias que tomaram a sociedade e que chegaram ao nível da legislação proibir a prática feminina, fornecendo uma lista de quais esportes as mulheres poderiam praticar.

Trata-se de um bom artigo para a discussão da história de gênero. Leva o leitor a entender os diversos espaços onde se trava a luta pela participação da mulher dentro da sociedade. Assim como a análise dos diversos discursos socais que visam a exclusão de parcela da sociedade; porém, mantendo uma retórica de moralidade como a  proteção aos “bons costumes" e à saúde.

Leia o artigo na íntegra pelo link abaixo:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882005000200012 

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