quarta-feira, 23 de abril de 2014

15 Batalhas Navais Históricas

(Batalha de Lepanto)

Listagem segundo John Keegan, professor da Real Academia Militar na Inglaterra.

1- Batalha de Salamina (480 a.C.): Embate entre a frota persa, liderada por Xerxes, e a frota grega, comandada por Temístocles. Vitória dos gregos.

2- Batalha de Lepanto (1571 d.C.): Combate entre a força naval da Santa Aliança contra o Império Otomano pelo controle das rotas do Mediterrâneo. Deteve o avanço muçulmano.

3- Batalha da Invencível Armada (1588): Nome dado à frota espanhola reunida pelo Rei Felipe II. Não tiveram êxito na investida contra a Inglaterra. Conta-se que uma tempestade ajudou a derrotar os espanhóis. 

4- Batalha da Baía de Quiberon (1759): Batalha entre ingleses e franceses pelo controle da América do Norte e a Índia.

5- Batalha de Yorktown (1781):  Frota americana auxiliada pela França contra a Inglaterra pela libertação das 13 colônias.
(a invencível armada)
 
6- Batalha de Camperdown (1797): Vitória britânica contra frota holandesa. Deu a supremacia dos mares aos ingleses.
 
7- Batalha do Nilo (1798): Frota britânica derrota as forças lideradas por Napoleão bonaparte que pretendia reabrir a luta pela Índia.
 
8- Batalha de Copenhague ( 1801): Batalha entre frotas britânica e dinamarquesa. Garante o domínio das águas do mar do norte europeu à Inglaterra.

9- Batalha de Trafalgar (1805): Batalha napoleônica que reuniu França e Espanha contra Inglaterra. A frota britânica saiu vencedora.

10- Batalha de Navarino (1827): Durante a guerra de Independência da Grécia, uma aramada otomana e egípcia é derrotada por uma frota composta por ingleses, franceses e russos.

(batalha de Tsushima)

11- Batalha de Tsushima (1905): Vitória japonesa contra frota russa sedimentando a domínio nipônico sobre o pacífico setentrional. Realizada com modernos encouraçados de aço e o desempenho importante da radiotelegrafia.

12- Batalha da Jutlândia (1916): Última batalha com encouraçados de aço. Dá-se entra a frota britânia e a alemã.

13- Batalha de Midway (1942): Batalha aeronaval entre americanos e japoneses seis meses após o ataque a Pearl Harbor, durante a segunda guerra mundial.

14- Batalha do comboio de março (1943): Batalha no atlântico, a segunda guerra, com importante destaque para a retirada de submarinos alemães.

15- Batalha do Golfo de Leyte (1944): Estabeleceu a prevalência da marinha americana sobre a japonesa.

(Batalha de Midway)



O Partido Nazista na América do Sul.






A foto acima, ao contrário do que pode-se pensar, não foi feita na Alemanha. Trata-se da fundação do Partido Nazista no Paraguai. O evento ocorreu por volta do ano de 1930. Podemos notar, ao fundo, a bandeira do partido à direita e a bandeira do Paraguai à esquerda.

Geralmente, há a tendência em se pensar que a organização partidária do nacional-socialismo foi pontual e restrita ao território alemão ou europa. Contudo, muitas células partidárias foram criadas em países próximos e distantes da Alemanha.

As 3 primeiras células partidárias extraterritoriais oficialmente reconhecidas ficavam na América do Sul : Brasil, Argentina e Paraguai.

De início, a meta era realizar a mobilização dos cidadãos alemães que se encontravam fora do país pela imigração. Desta forma, havia um especial interesse no continente sulamericano para onde havia se dirigido grande parte dos imigrantes.

Porém, conforme essas agremiações políticas fossem se consolidando funcionariam como pontos internacionais de articulação diplomática do grupo.

A professora Taís Campelo Lucas, da PUC-RS e UFRGS, publicou  interessante trabalho sobre o projeto de expansão do partido nacional-socialista alemão. O link para o artigo está abaixo:





segunda-feira, 21 de abril de 2014

História da África: Comparativo entre os reinos Songai e do Mali

SONGAI & MALI


Os reinos de Ghana, do Mali e Songai fazem parte do processo civilizatório das etnias africanas do Sudão Ocidental, que vão se estabelecer como estruturas estatais mais complexas a partir do século VIII até o XV.


É interessante observar que o estudo destas sociedades apresentam características étnicas da chamada África negroide, cujas formas culturais variavam bastante das sociedades africanas do mediterrâneo, com as quais os europeus já mantinham contato comercial e militar por vários séculos, como podemos lembrar as guerras púnicas entre Roma e Cartago.


O fato dos impérios de Mali e de Sogai se sucederem numa mesma área permitirá a observação de permanências culturais, na administração estatal, militar e econômica entre elas. Assim como Mali sucedeu Ghana, Sogai sucedeu o império de Mali.


O Estado unificado de Mali surge da vitória de Sundiata Keita sobre os Sossos na batalha de Kirina. Será composto por diversos povos que se encontravam na região entre os rios Senegal e Níger, sendo o povo mandinga os que mais se notabilizavam. As tribos sossas, derrotadas, foram submetidas a um tipo de servidão. Sundiata se converteu ao Islã, mas a população continuou com as crenças antepassadas. O governante do Mali recebia a alcunha de “mansa”, sendo a dinastia preponderante a Keita. A sucessão se fazia por matrilinearidade. Constituía um império tributário através da taxação  das comunidades aldeãs e do comércio internacional transaariano havendo as distinções de classe. Uma de suas principais cidades foi Tombuctu que floresceu econômica e culturalmente.


Em relação ao Mali, uma passagem interessante diz respeito à peregrinação do mansa Mussa à Meca. Conta-se que sua comitiva se apresentava ostentando muito luxo e riqueza e que Mussa teria presenteado com ouro diversas autoridades muçulmanas. Contudo, contrário do que se possa imaginar prima facie, não se tratou de ingenuidade, mas de uma estratégia para afirmação do novo reino muçulmano no Islã.


O império Songai será o último grande Estado da região, tendo a cidade de Gao seu maior centro comercial, político e econômico. Sua expansão se deu no século XV tendo a frente o conquistador Sonni Ali, que por se manter politeísta acabou sofrendo oposição do partido muçulmano dentro do reino. Songai derrotou Mali e ficou com a administração de seu território. O general Mohammed sucedeu Ali e se converteu ao Islã, viajando a Meca e recebendo apoio dos comerciantes muçulmanos no seu Estado. Aproveitaram a estrutura administrativa do antigo Mali fazendo algumas adequações. O Songai teve o primeiro exército profissional da região. A cidade de Tombucto continuou um importante polo intelectual. Acabou caindo perante os marroquinos que introduziram armas de fogo no combate.



Nestes reinos é importante notar a estreita relação que possuíam com a geografia desértica do Saara e o aproveitamento de suas rotas comerciais, por onde se comercializava principalmente o sal, mas também marfim, goma, e outros produtos. A exploração aurífera era um dos pontos altos de que se beneficiavam para alavancar a economia.


Note-se que todos eles tiveram estreita relação com a cultura islâmica. Em regra, a aristocracia se convertia ao Islã e a população camponesa e pastora continuava com seus deuses ancestrais. Tanto Mali quanto Songai mantiveram um importante centro cultural na cidade de Tombucto, para onde se dirigiram vários sábios da África e da Ásia.


A questão da fundição dos metais foi técnica importante para constituírem exércitos mais preparados, usando ponta de metal em lanças e flechas. Songai chegou a constituir um exército permanente.


As fronteiras destes Estados eram fluídicas, sem consistente unidade territorial, dependendo muito da extensão da autoridade pessoal do governante. Adotavam a monarquia como forma de governo, sendo que a forma de sucessão oscilava entre o princípio matrilinear e o patrilinear.


Ambos estados eram tributários. Cobravam impostos aos mercadores, aos agricultores, pastores e, principalmente, dos povos conquistados.


Configuravam sociedades multiétnicas, pois vários povos eram cooptados por cada um destes impérios. Por isso, também manifestavam uma multiculturalidade. Em regra, a dinastia dominante era proveniente da tribo mais forte.


Passaram a ter dificuldades em manter seus domínios a partir da chegada dos europeus no continente com seu novo paradigma comercial e militar. Marrocos ao absorver armas de fogo em suas tropas derrotou facilmente o exército Songai.


Contudo, o estudo destas formações estatais joga luz sobre uma parte da história pouco estudada, pois a este tempo não havia o interesse direto do homem europeu sobre estas terras e suas riquezas.


domingo, 13 de abril de 2014

História da África: Reino de Ghana

REINO DE GHANA






Os primeiros registros sobre a existência de Ghana são oriundos do século VIII. 

Ocupava uma posição geográfica favorável. Dedicavam-se à criação de gado e à agricultura. Possuindo, também, um elevado fluxo comercial.

O Comércio transaariano: baseado no marfim, ouro, sal, goma, noz de cola, escravos provenientes do sul. Estas mercadorias eram trocadas, por exemplo, por tecidos de lã, algodão, seda, anéis de cobre, tâmaras e figos vindos do norte.

Constituiu-se em Império nos séculos IX e X. Conquistou os reinos ao sul (Tekvur e Sosso) e principados berberes (Walata e Andaghost).

Aspectos políticos sociais: caracterizado por uma sucessão real matrilinear.

No âmbito religioso, a maioria da população prestava cultos animistas. Havia boa tolerância para com os muçulmanos, que integravam o Estado.

No que tange à economia, a maior parte da população vivia da agricultura e criação de gado. A riqueza do Estado era, entretanto, oriunda sobretudo da tributação sobre o comércio, principalmente o ouro.

A partir do século XI ocorre o declínio de Ghana, que passa a sofrer pressão do Islã e dos Almorávidas.


segunda-feira, 31 de março de 2014

História da África: o império Songai.

HISTÓRIA DA ÁFRICA

O Império Songai

(príncipe Sonni Ali)

* Ascensão: na segunda metade do século XV, Sonni Ali derrotou o Império do Mali e dá início à ascensão de Songai.

General e estadista, Sonni Ali expandiu o império, construiu canais de irrigação, formou uma importante flotilha de pirogas que levavam lanceiros e arqueiros pelo rio Níger, dentre outras realizações;

Sonni Ali manteve-se fiel às práticas religiosas politeístas típicas da população sudanesa e, por isso, recebeu a oposição dos letrados muçulmanos do império nascente. Sonni Ali morreu em 1492.

* Dinastia Áskia: fundada por Mohammed após a morte de Sonni Ali. Mohammed foi general de Sonni Ali, mas aliou-se aos muçulmanos e viajou a Meca, tendo conseguido o título de Califa do Sudão Ocidental.

Mohammed dividiu o império de Goa em vice-reinos, organizou um sistema regular de arrecadação de impostos, unificou pesos e medidas, explorou as salinas de Teghazza, fortaleceu a flotilha do Níger e formou um exército regular primeira vez no Sudão Ocidental.

Parte do sucesso de Songai foi o aproveitamento da estrutura administrativa que já existia ao tempo do predomínio do Mali, aprimorando-a e adapatando-a ao Estado Muçulmano.

O apogeu do Império Songai ocorre no reinado de Áskia Dawud (1549-1583), quando prosperou do ponto de vista econômico e intelectual.

A cidade de Tombuctu se destacava no plano intelectual devido ao renome dos sábios que ensinavam nas chamadas escolas corânicas. Para lá se dirigiram teólogos, matemáticos, astrônomos, literatos e poetas originários do Sudão, do Marrocos e do Egito.

A riqueza do império era fundada no pagamento de tributos por parte das populações camponesas, aldeãs e artesãs, bem como do comércio transaariano.

Havia uma divisão de classes sociais. Nas cidades influentes havia uma elite de mercadores e letrados muçulmanos, enquanto a população de camponeses, pescadores e pastores se mantinha nas áreas rurais e ligada aos costumes ancestrais.

* Desagregação do império: a derrota para os marroquinos na batalha de Tondibi, em 1591. Além da chegada dos europeus e as transformações sobre o comércio transaariano advindos do estabelecimentos do tráfico transatlântico de escravos.




sábado, 29 de março de 2014

História da África: pré-história africana

HISTORIA DA ÁFRICA

- Pré-história africana -





A pré-história africana está diretamente relacionada ao berço da humanidade.

Quanto à geografia, o continente africano apresenta 2 desertos (Saara e Kalahari), vegetação que varia entre floresta equatorial, tropical e a savana e importantes bacias hidrográficas, como o Nilo e o Níger.

Note-se que a África foi o primeiro continente a se formar a partir do desprendimento da Pangeia (o supercontinente primordial), constituindo a formação geológica mais antiga do planeta.

Por isso, a terra africana, em seus diversos ecossistemas, foi o cenário ideal para a evolução das primeiras espécies.

Destarte, nas paisagens africanas que ocorre o processo de hominização (processo de surgimento da espécie humana), sendo o berço de nossa espécie.

Um dos principais registros arqueológicos sobre o surgimento do homem  trata-se de um conjunto de pegadas de australopitecos, datado em 3,7 milhões de anos, localizado na Tanzânia.

O principal fóssil que temos de australopiteco foi achado na Etiópia, datado em 3 milhões de anos, apelidado por Lucy.

Também na África é achado o homo habilis, outra espécie do gênero homo.




No período paleolítico o ser humano desenvolve suas primeiras tecnologias, como os objetos em pedra lascada, uma cultura e tradição social. Neste período várias rotas migratórias cortam a África com a circulação de caçadores e coletores.

Devemos salientar que os representantes do homem de Cro-Magnon possuíam características negroides.

Na região do Mali foi encontrado o homo sapiens que se aproxima do africano atual.

Durante o mesolítico são inventados a lança e o arco-e-flecha como armas.

No neolítico há o desenvolvimento de uma economia baseada na agricultura e na pecuária.

A invenção da cerâmica ocorre por volta de 9.300 a.C. no Saara Central e em 3.330 a.C. a metalurgia do cobre já acontecia na região da atual Tunísia.


sexta-feira, 28 de março de 2014

História da África: A Expansão Banta.

HISTÓRIA DA ÁFRICA

- A Expansão Banta -



Banto é o nome dado ao conjunto de idiomas e povos aparentados que cobrem uma superfície de nove milhões de quilômetros quadrados e 200 milhões de pessoas (descendentes).

Os ancestrais dos povos bantos (protobantos) conheciam a agricultura e criavam animais, mas viviam em grande parte da pesca, da coleta e da caça.

O papel dos rios: os rios africanos tornaram-se rotas fundamentais de migração.

Ferro: o uso do ferro, provavelmente, começou a se disseminar entre os povos bantos por volta de 500a.C.

A introdução da bananeira contribuiu para facilitar a interiorização dos povos bantos no continente africano. O coqueiro também tornou a vida menos dura no litoral.

A expansão banta se deu menos por conquistas militares e mais pela atração que seu modo de vida exercia sobre outros povos, produzindo-se trocas e alianças entre eles. Desta forma, esta expansão não se explica pela capacidade militar, mas pelas tecnologias de melhor alimentação, caça, agricultura etc...