domingo, 14 de dezembro de 2014

A colaboração entre Hollywood e o Nazismo.




Uma boa dica de leitura para a mesa de cabeceira neste final de ano é o livro "A Colaboração: o pacto entre Hollywood e o nazismo", do historiador Ben Urwand, lançado no Brasil pela editora Leya. A obra evidencia o acordo entre os grandes estúdios de Hollywood e o partido nazista alemão no sentido de tirar do roteiro dos filmes, na década de 30, cenas que atacassem o partido nazista ou que abordassem a perseguição aos judeus na Europa. Por conta do importante mercado Alemão, os estúdios de cinema aceitaram tais condições. No livro, se destaca que vários importantes investidores dos estúdios de cinema americanos eram judeus, demonstrando o paradoxo entre os interesses do capital e da identidade étnica.

Um exemplo do ocorrido foi a barração do filme The Mad Dog of Europe (O Cachorro Doido da Europa), que contaria o tratamento que os judeus estavam recebendo do governo alemão, em 1933, cujo projeto não foi adiante por conta da má repercussão que teria entre o público alemão.

A obra detalha as negociações entre os estúdios de cinema e o governo nazista. Evidencia os cortes feitos em filmes por executivos da indústria cinematográfica em cenas que pudessem levar ao boicote pelo governo nazista.

Salienta que o próprio Führer era fã do cinema hollywoodiano, pois assistia a um título diferente por noite, e reconhecia o poder da imagem para controlar as massas. Daí, seu investimento em cineastas como Leni Riefenstahl, de O Triunfo da Vontade (1935).

O autor, Ben Urwand, é historiador australiano especialista em história do cinema. é junior Fellow de Harward e para escrever esta obra pesquisou numerosa documentação tanto nos Estados Unidos quanto na Alemanha.



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